Jovens aprendizes participam de encontro sobre Setembro Amarelo nesta quarta (16)

2020-09-14 16:09:00 - Jornalista: Carla Cardoso
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A prevenção ao suicídio, que vem sendo discutida com mais firmeza durante todo Setembro Amarelo, será tema de um encontro online com 70 integrantes do Jovem Aprendiz, nesta quarta-feira (16), a partir das 14h. O evento, que acontecerá por meio da plataforma zoom, é direcionado aos jovens de 16 a 24 anos, participantes do Programa pela entidade formadora Viva Lagos.

O evento é uma parceria da Área Técnica de Vigilância e Prevenção das Violências e Acidentes com a coordenação do Programa Jovem Aprendiz, e visa à sensibilização e reflexão de questões como automutilação, depressão e tentativas de suicídio.

Segundo a coordenadora da Área Técnica, a psicóloga Ananda Resende, na ocasião, serão abordados os potenciais sinais de risco e como ajudar alguém que esteja passando por essas situações, ou até mesmo a si próprio, caso perceba que está em momento de vulnerabilidade.

"Com uma linguagem mais acessível ao público jovem, queremos mostrar como podem solicitar ajuda, a quem podem recorrer. E é muito importante falar para esse grupo, pois no Brasil, o suicídio é a segunda principal causa de morte na faixa etária 15 a 29 anos, perdendo apenas para acidente de trânsito. O país ocupa a oitava posição, em todo o mundo, em números absolutos de suicídio. Por isso, é urgente nos mobilizarmos para as questões relacionadas à prevenção", ressalta.

A psicóloga observa que, quanto mais se discute sobre o assunto, mais se desacredita os tabus. Por isso, o tema deve ser falado durante todo o ano, não apenas no mês de setembro. “É muito importante abordar esse assunto como forma de prevenção para facilitar o acesso e para que as pessoas comecem a externar suas questões”, acredita.

Entre os sinais de alerta que devem ser observados, Ananda lista os seguintes: diminuição de autocuidado, isolamento social e familiar, mudança repentina no humor (extroversão ou introversão), abuso de substâncias lícitas ou ilícitas e comportamento de automutilação, que é uma manifestação de sofrimento emocional.

"Nos fatores de risco, nós temos a faixa etária de 14 a 24 anos, maior prevalência entre homens, pessoas acima de 70 anos (onde há muito casos também), grupos em situações de risco, em maior vulnerabilidade e pessoas com ausência de perspectiva de futuro. E como podemos ajudar essas pessoas? Ouvi-las, acolher sem julgar, sem criticar, sem colocar sua visão de mundo, entendendo que cada pessoa é única e tem sua opinião. É importante ir junto com a pessoa procurar ajuda", orienta a psicóloga.

Em Macaé, os locais de referência para assistência nesses casos são: emergência psiquiátrica, os CAPs, o Núcleo de Saúde Mental e o Hospital Público de Macaé. “Quando a pessoa procurar o atendimento, ela será acolhida por um profissional da Saúde Mental e vai ser encaminhada para o local de acompanhamento mais apropriado. Na Internet, nós temos o Centro de Valorização à Vida (CVV), que trabalha 24h e ainda conta com o telefone 188”, acrescenta.

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