Prefeitura Municipal de Macaé

Rodada de licitações vai injetar ânimo na economia

2017-07-20 14:50:00 - Jornalista: Janira Braga Figueiredo
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Foto de plataforma e dois barcos
Foto: Cláudia Barreto - Arquivo Secom
Vigor econômico da Bacia de Campos ganha fôlego com proximidade de nova Rodada de Licitações

A publicação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (19) do edital e do modelo de contrato da 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural representa para Macaé um avanço na injeção de novos recursos e investimentos nas atividades que o município se qualificou. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Gustavo Wagner que, nesta quinta-feira (20) pontuou a contribuição da rodada de licitações para a abertura de novas oportunidades de desenvolvimento econômico.

- Macaé é o centro da prestação de serviço para exploração e produção de petróleo no Brasil e na América Latina. O município tem 40 anos de capacitação de pessoal e E&P, ou seja, perfuração, exploração e produção de petróleo, compondo um potencial upstream, uma das três estruturas da cadeia do petróleo - avaliou o secretário.

Segundo Gustavo Wagner, a rodada de licitações, sob regime de concessão, marcada para 27 de setembro, alavanca contratos, prestação de serviços, é a retomada do dia a dia do petróleo, o que significa sobretudo emprego. "Se não houvesse a interrupção nos leilões durante quase uma década, não estaríamos vivendo a ausência de contratação neste momento e a crise mundial do petróleo não teria nos atingido com tanta veemência", analisou, listando também os cenários mundial econômico e nacional político que agravaram a crise, como o valor do barril, o aumento da oferta, acrescida da crise institucional brasileira e a instabilidade política, que condiciona a insegurança do investidor internacional.

A retirada do conteúdo local, novidade do edital e do modelo de contrato da 14ª Rodada de Licitações de Blocos, foi apontada pelo secretário como positiva porque permite que operadoras importem equipamentos de alta tecnologia, acabando com multas contratuais ocasionadas pela não integralização do conteúdo local. Com a retirada de conteúdo nacional como exigência da licitação, abre-se espaço para o investidor internacional.

- A necessidade de flexibilização do conteúdo nacional entra sobretudo nos produtos porque a mão de obra já é brasileira. O desenvolvimento da indústria nacional não acompanhou a necessidade da velocidade e a dinâmica do mercado de petróleo e o país continuou importando produto de alto valor agregado, tecnológico. Tanto que existe a necessidade de renovação do Repetro - disse, citando o regime aduaneiro que permite a importação de equipamentos de petróleo e gás natural, sem a incidência de tributos federais.

Campos maduros

Para Gustavo Wagner, a necessidade dessas alterações legais, como também a quebra do marco regulatório do petróleo - a tônica da Brasil Offshore 2015 - e a discussão da revitalização de campos maduros - a pauta da Brasil Offshore deste ano - contribuem para dar fôlego ao setor.

A ANP informou que serão ofertados 287 blocos nas bacias marítimas de Campos, Espírito Santo, Santos, Sergipe-Alagoas e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.

Expertise de 40 anos da Bacia de Campos deve abrir mais espaço para emprego

A competência de Macaé em apresentação de solução para indústria do petróleo foi apontada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Gustavo Wagner, como impulso para a geração de emprego, que deve ser puxada também pela revitalização dos campos maduros.

- Não tem outro local que tenha expertise em 40 anos em apresentação de solução para indústria do petróleo. A Bacia de Campos ainda produz 64% do petróleo nacional, com taxa de retorno de cada campo em decréscimo de 9%, menos que a taxa mundial, que é de 12%. Mas decresce, é uma bacia antiga. A ABRH coloca que cerca de 50% de toda mão de obra offshore do Brasil é de Macaé. Ou seja, retomar a Bacia de Campos é retomar o petróleo do Brasil, é retomar o emprego para o brasileiro - ressaltou, citando a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

A geração de emprego, na perspectiva do secretário, ocorre de forma acelerada após a rodada de licitações. "As primeiras etapas são de pesquisa de produção, em seguida há demanda por contrato e a busca por vagas de recolocação no mercado. Macaé possui mão de obra qualificada para preencher essas vagas, com potencial competitivo", frisou.

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