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Abertura do Seminário Economia do Mar destaca potencial de Macaé e geração de oportunidades

17/03/2026 18:15:00 - Jornalista: Janira Braga

Foto: Maurício Porão

Economia do mar ganha destaque como vetor de crescimento, com foco em qualificação, tecnologia e inclusão produtiva

A cerimônia de abertura do Seminário Economia do Mar nesta terça-feira (17) na Macaé Energy, que ocorre no Centro de Convenções, reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para discutir as oportunidades da chamada Economia Azul no Brasil. O evento propõe reflexões sobre o uso estratégico dos recursos marinhos como vetor de desenvolvimento econômico e social. Alunos do Sesi/Firjan participaram do seminário.

Durante a abertura, o vice-prefeito de Macaé, Fabiano Paschoal, destacou a relação histórica do município com o mar e sua importância para a economia local. Ele pontuou que a cidade possui uma base consolidada na Economia do Mar, impulsionada principalmente pela indústria de petróleo e gás.

O vice-prefeito ressaltou, no entanto, que o potencial vai além do setor offshore.


“Macaé já vem da economia do mar com o petróleo, mas não é só petróleo. Vem também a pesca”, afirmou, ao ampliar a visão sobre as diferentes atividades ligadas ao ambiente marinho.



Fabiano Paschoal também relacionou o tema ao principal objetivo da gestão municipal: a geração de emprego e oportunidades. De acordo com ele, o mar representa uma fonte estratégica de emprego e desenvolvimento para a população.


“O que essa gestão mais preza é oportunizar emprego. Do mar vêm oportunidades”, avaliou.



Ainda segundo o vice-prefeito, a realização do Macaé Energy vai trazer impactos positivos concretos para a sociedade. A expectativa é de que o evento contribua para impulsionar investimentos e gerar retorno econômico significativo para o município.

Durante sua fala, Paschoal também ressaltou o compromisso da administração pública com a transparência, ao mencionar que Macaé está entre os três municípios mais transparentes do estado do Rio de Janeiro.

Gestão aposta em diálogo e inovação para consolidar novo ciclo de desenvolvimento econômico em Macaé

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Macaé, Rodrigo Vianna, assinalou a importância do seminário como espaço de diálogo e construção conjunta em torno da Economia do Mar. Segundo ele, o evento reúne diferentes atores para fortalecer o desenvolvimento sustentável e potencializar o ecossistema econômico local.


“São três dias de muito debate e conversa para que a gente possa se envolver e ajudar a desenvolver esse ambiente, com a participação de instituições, inclusive internacionais”, afirmou.



Durante a fala, Vianna também refletiu sobre a trajetória de Macaé, historicamente ligada à economia do mar, e em processo de ampliação desse conceito. Ele enfatizou que, por muitos anos, o desenvolvimento esteve concentrado no petróleo.


“A cidade ficou muito tempo ligada ao petróleo e isso trouxe crescimento, mas também deixou lacunas, como na qualificação e no avanço tecnológico, por exemplo, na pesca”, pontuou. O secretário chamou atenção para a necessidade de requalificar o pescador artesanal. “Esse profissional precisa entender novas ferramentas, ter acesso à tecnologia e ser incluído nesse novo momento”, observou.



O secretário também enfatizou o papel do poder público como agente de transformação e indutor de oportunidades. Segundo ele, a gestão municipal atua com foco em um desenvolvimento estruturado e de longo prazo.


“É um desenvolvimento na essência, com responsabilidade”, declarou. Para ele, o fortalecimento do ambiente de negócios e a integração entre setores são fundamentais.


Firjan enfatiza mar como motor de inovação, energia e ascensão social no Rio

A representante da Firjan, Karine Fragoso, comentou sobre a relevância estratégica do mar para o desenvolvimento econômico do estado e do país, enfatizando a conexão entre tecnologia, energia e oportunidades.


“O mar é fundamental para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Se a gente caminha para uma indústria cada vez mais tecnológica, com uso de dados e inovação, tudo isso vai demandar energia”, pontuou.



Segundo ela, atividades ligadas ao ambiente marítimo — desde a indústria até serviços e operações offshore — serão cada vez mais centrais na geração de empregos e renda.

Karine também frisou o potencial da indústria associada ao mar como vetor de ascensão social.


“O Rio é mais potente e tem mais oportunidades justamente por causa do seu território marítimo”, concluiu, incentivando os jovens a investirem em formação e aproveitarem as oportunidades do setor.



Abeemar aposta em capacitação, inovação e parcerias para impulsionar a economia azul

O presidente da Abeemar, João Azeredo, assinalou a atuação da entidade no fortalecimento do ecossistema da Economia do Mar, com foco em iniciativas de impacto social e desenvolvimento de projetos estruturantes. De acordo com ele, a associação vem trabalhando na criação de uma “academia do conhecimento”, conectando desde pequenas iniciativas até grandes empresas e instituições parceiras, com o objetivo de qualificar profissionais e fomentar inovação no setor.

Azeredo também ressaltou o desenvolvimento de projetos em andamento, como a criação de uma plataforma voltada à Economia do Mar, em parceria com outras instituições, além de iniciativas que envolvem investimentos e estímulo ao setor. De acordo com ele, a Abeemar tem buscado ampliar sua contribuição por meio de ações práticas e colaborativas.


“É um convite para que todos conheçam mais de perto o trabalho que vem sendo feito e se somem a esse movimento”, relatou, ao reforçar a importância da integração entre diferentes atores para impulsionar o crescimento da economia azul no país.



O presidente da AgeRio, Sérgio Gusman, sublinhou o potencial da Economia do Mar para as futuras gerações, associando o tema ao desenvolvimento e às oportunidades. Gusman também acrescentou o potencial de crescimento ligado ao oceano.


“Vocês ainda vão viver muito do crescimento desses dois terços do planeta Terra”, concluiu, se dirigindo aos estudantes.


Macaé trabalha para conquistar o Selo Azul de cidades costeiras
O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/RJ e da Facerj, Robson Carneiro, apontou que Macaé será o primeiro município fluminense a receber o selo azul de cidades costeiras.


“Macaé vai sair na frente, com grande competência, sendo a primeira cidade do estado do Rio de Janeiro a conquistar o selo azul de cidades costeiras do Brasil”, informou.



Segundo ele, a iniciativa representa um avanço importante para o posicionamento do município dentro da Economia do Mar.

Robson Carneiro pontuou ainda o potencial econômico e estratégico da cidade, especialmente nos setores de petróleo, energia e atividades ligadas ao mar.


“É uma cidade forte, referência em petróleo e energia, e que agora avança ainda mais com esse selo. Vocês já estão em outro patamar, e com essa certificação ficarão ainda melhores”, disse.



Ele também mencionou a assinatura de uma carta de intenção para formalizar o processo e ressaltou o protagonismo de Macaé.


“Depois, muitos vão querer seguir o mesmo caminho, mas Macaé será reconhecida por ter sido a primeira”, avaliou.



O coordenador de Comunicação e Promoção Social, Bruno Oliveira, enalteceu o papel do cooperativismo como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento econômico dentro da Economia do Mar.


“O cooperativismo contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social das comunidades, promovendo inclusão e geração de renda”, sustentou.



Segundo ele, o modelo pode ser aplicado a diversos setores ligados à economia azul, como turismo, hotelaria, gastronomia, artesanato, logística e transporte marítimo.

Bruno Oliveira argumentou ainda o potencial do cooperativismo como agente de transformação local, especialmente em um país com ampla extensão costeira como o Brasil.


“O Brasil tem cerca de 8 mil quilômetros de costa. Olha o quanto podemos contribuir como agentes de desenvolvimento”, disse.



Para ele, o diferencial do cooperativismo está na capacidade de manter a renda nas próprias comunidades.


“É uma forma de fomentar a economia local, fazendo com que o dinheiro circule e gere oportunidades para quem está ali, diferente de grandes empresas em que, muitas vezes, os recursos não permanecem na região”, exemplificou.



Após a abertura, foram promovidos os painéis Economia Azul e Selo Azul; Porto e Cidade: Integração, Governança e Desenvolvimento Sustentável; Energias Offshore: Panorama, Regulação e Perspectivas e Integração do Turismo e da Pesca na Economia Azul.


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