Equipes da Coordenadoria de Promoção à Saúde dos Animais e Controle de Zoonoses de Macaé (CEPSACZ) irão atuar no combate à proliferação do caramujo africano na próxima quinta-feira (20). O trabalho será executado nos bairros Cavaleiros, Lagoa e Mirante da Lagoa devido ao grande número de demandas recebidas nas últimas semanas. A ação específica também vai acontecer no Centro de Especialidades Médicas Dona Alba.
No mutirão, cerca de 150 agentes devem percorrer as ruas dos bairros. Na ocasião, eles poderão ser chamados pelos moradores para visitar os imóveis com caramujos. Também haverá varredura nos terrenos baldios para evitar propagação.
A CEPSACZ alerta para o cuidado com o caramujo africano, principalmente após as chuvas. De acordo com a coordenadora da CEPSACZ, Pâmela Mussi, no mutirão será utilizado um moluscicida para controle do desequilíbrio ambiental da propagação do caramujo africano. ''Vale lembrar, que ainda não existem estudos conclusivos a respeito de zoonoses causadas pelo caramujo africano. No entanto, como maneira preventiva, a CEPSACZ desenvolve ações para controle de sua população'', explicou Pâmela.
Orientações aos moradores: Para sua remoção, usar luvas ou sacolas plásticas, sem entrar em contato com o caramujo, removê-lo do solo e colocá-lo em um recipiente com sal. Tampar o recipiente e descartar na lixeira normalmente.
Caramujo africano - O “Achatina fulica”, nome científico do caramujo africano, é encontrado em terrenos úmidos (não muito encharcados) e tem hábitos noturnos. É resistente a temperaturas elevadas e a longos períodos de estiagem. Em ciclos de oito meses, cada caramujo coloca de 300 a mil ovos.
Os moluscos adultos podem medir de 15 a 20 centímetros, pesando em torno de 500 gramas cada um. Os caramujos africanos vivem até dez anos. Causam grandes prejuízos econômicos, pois se alimentam de hortaliças, plantas ornamentais nativas, entre outras.