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Dia D da Esporotricose movimentou sábado na UBS Animal

17/01/2026 14:54:00 - Jornalista: Joice Trindade

Foto: Ana Chaffin

Felinos foram avaliados e alguns passaram por coleta de amostras para diagnóstico da esporotricose felina

O Dia D da Esporotricose, movimentou o sábado (17), na UBS Animal, espaço localizado no Parque de Exposições Latiff Mussi.Com apoio da Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal, Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a ação gratuita teve o objetivo de atender responsáveis por gatos que apresentaram lesões suspeitas de esporotricose, com sintomas como feridas abertas sem cicatrização, além de identificar o panorama da doença na região. A programação também foi voltada para conscientização e orientação.

Presente, o Secretário Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Rafael Amorim informou que do total 21 dos animais atendidos, 15 apresentam perfil com suspeita para diagnóstico positivo da doença e seis não apresentaram características da Esporotricose,A esporotricose é uma zoonose causada por fungos presentes no solo, plantas e matéria orgânica em decomposição, sendo transmitida principalmente por arranhões, mordidas ou contato com lesões de animais infectados, especialmente gatos. Em humanos, a doença pode provocar feridas na pele e complicações se não tratada corretamente..

Durante a ação, os animais que apresentaram perfil com traços clássicos específicos da doença passaram por avaliação clínica e coleta de amostras para diagnóstico da esporotricose felina utilizando técnicas moleculares.NA UBS Animal também foram realizados cadastro dos animais e consulta clínica. A finalidade é realizar o acompanhamento posterior dos casos identificados, reforçando o cuidado com a saúde animal e a prevenção da doença na cidade.

A gatinha Neném , de três anos, foi uma delas. A responsável pelo animal, Luizianne Alvarenga comentou que se preocupou e quando soube do Dia D fez questão de comparecer. “ Ela está isolada dos meus três cachorros e outros quatro gatos. Mesmo tratando essas feridas não cicatrizam e ficamos preocupados. Estou agradecida pelo atendimento’, destacou a moradora do Parque Valentina Miranda.

Maria Lúcia Barbosa também teve seu “ Tontom” examinado. “Ele já passou por vários tratamentos e essa ferida aberta nada de curar. Temos receio. Amo meu gato. O Dia D é muito importante. Estou grata”, contou..Já Giselli Ribeiro levou Viego e Blue para serem atendidos. Ela recebeu orientações e tirou dúvidas sobre a doença, cujas características não aparecem nos seus felinos.


“O Dia D está sendo fundamental para a cidade. O foco é o diagnóstico clínico e, posteriormente, citológico e molecular, ampliando as chances de identificação precoce e tratamento adequado A prioridade é diagnosticar e notificar a doença felina para embasar o desenvolvimento de políticas públicas”, salientou o Secretário Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Rafael Amorim.



Ele destacou ainda, que neste mês de janeiro, haverá Feira de Adoção de Animais às quintas, no Calçadão da Avenida Rui Barbosa, das 14h às 17h e no Shopping Plaza Macaé, no dia 31 de janeiro, das 12h às 19h.

PESQUISA

Com o foco em ampliar o acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado, além de fortalecer a rede de atendimento aos animais e às pessoas afetadas, o Dia D contou com o atendimento da médica veterinária, Thaís Muniz Lopes e bióloga e aluna de Medicina Veterinária da UENF, Diovana Gerin.

Quanto ao Nupem-UFRJ, a aluna de mestrado Thaís Muniz Lopes desenvolve o projeto “ Diagnóstico molecular da Esporotricose” , sob orientação do professor doutor Rodrigo Nunes da Fonseca, com coorientação da professora doutora Cíntia Monteiro de Barros, diretora do Nupem, e colaboração da professora Célia Palmero. O enfrentamento da esporotricose em Macaé conta com a atuação do Nupem/UFRJ, a instituição desenvolve pesquisas científicas fundamentais para compreender o comportamento da doença, os fatores ambientais envolvidos e as formas mais eficazes de prevenção e controle.Os estudos realizados pelo Nupem contribuem para mapeamento das áreas de maior risco; Desenvolvimento de estratégias de controle;apoio às políticas públicas de saúde e contribuição na produção de dados científicos que orientam decisões técnicas.