
Foto: Ana Chaffin
Campanha visa informar sobre importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para controlar sintomas
As doenças crônicas sem cura, como Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia, afetam milhares de pessoas no Brasil. E a campanha nacional Fevereiro Roxo é uma forma de informar sobre importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para controlar sintomas. A fim de buscar melhor atendimento e qualidade de vida para esses pacientes, Macaé mantém primeiro Núcleo de Fibromialgia do Estado e o segundo do país (Nufimac).
Inaugurado no ano passado, o local é dedicado ao tratamento integral e multiprofissional, e oferece atendimento gratuito em neurologia, fisioterapia, psicologia, nutrição, psiquiatria e serviço social. Desde a inauguração, em setembro do ano passado, já foram registrados 2.409 atendimentos, sendo eles em psicologia, nutrição, psiquiatra, neurologista, fisioterapia e clínico geral.
Coordenador do espaço, Eliézer Pacheco relembra que durante muito tempo, a fibromialgia foi invisibilizada e a campanha de Fevereiro Roxo surgiu para romper esse ciclo de desinformação.
“Muitos pacientes ouviram que ‘era frescura’, que ‘era exagero’, que ‘era falta de força de vontade’ e isso gerou não apenas dor física, mas também dor emocional, preconceito e isolamento social. Dar visibilidade à fibromialgia significa validar a dor de quem sofre. Significa reconhecer que, mesmo sendo invisível aos olhos, ela é profundamente presente na rotina do paciente. E quando falamos em visibilidade, não estamos falando apenas de campanhas. Estamos falando de acolhimento, de escuta ativa, de diagnóstico precoce, de acesso a tratamento e de respeito”, observa o coordenador.
“Essa equipe multiprofissional, com clínico geral, reumatologista, neurologista, psiquiatra, psicólogo, nutricionista, fisioterapia e assistente social, permite um acompanhamento completo, que vai desde o diagnóstico adequado até o controle da dor crônica, o suporte psicológico, a reabilitação física e a orientação social. Nosso compromisso é garantir acolhimento, dignidade e acesso a um tratamento estruturado, baseado em ciência e humanização”, acrescenta.
"É preciso alertar que nem todas as pessoas com fibromialgia terão acesso aos benefícios governamentais. Embora a Lei Federal nº 15.176/2025 reconheça a fibromialgia como deficiência no Brasil, o acesso aos benefícios governamentais não é automático e depende do cumprimento de critérios específicos para cada tipo de auxílio. O diagnóstico médico por si só, não garante o recebimento de valores financeiros; é necessário passar por uma avaliação biopsicossocial que comprove a limitação funcional ou a necessidade econômica”, orienta Caroline.