
Foto: Márcio Borges
O período do Defeso do Camarão e Piracema no município conta com ações ambientais, sociais e educativas
Começou nesta sexta-feira (6) a Frente de Trabalho do Pescador, uma das principais ações socioambientais do período do Defeso Municipal do Camarão e Piracema 2026 em Macaé. A iniciativa reúne pescadores e descascadeiras em atividades de interesse ambiental e social, garantindo apoio financeiro, cidadania e preservação dos recursos naturais durante o período de proibição da pesca.
O primeiro mutirão ocorreu no Pontal, das 8h às 10h, com ponto de encontro em frente ao Iate Clube de Macaé, marcando o início de uma agenda que se estende por três meses. Ao todo, 500 pescadores e descascadeiras devem participar das frentes de trabalho, que incluem limpezas ambientais e palestras educativas, como contrapartida social para o recebimento de um salário-mínimo mensal, pago entre fevereiro e abril.
“Esse projeto faz toda a diferença para nós. No período do Defeso ficamos sem poder trabalhar, e muitas famílias dependem exclusivamente da pesca. A Frente de Trabalho ajuda não só com o salário, mas também com as ações de limpeza e as palestras, que trazem uma consciência ambiental. A gente se sente valorizado, respeitado e parte da preservação do nosso próprio sustento. Cuidar do rio e do mar hoje é garantir o futuro da pesca amanhã”, disse o pescador Renato Cardoso Meireles, 51 anos.
“A Frente de Trabalho do Pescador é uma ação que une proteção ambiental, inclusão social e responsabilidade pública. Durante o período do Defeso, garantimos a preservação das espécies e, ao mesmo tempo, asseguramos dignidade e apoio financeiro aos pescadores e descascadeiras que ficam impedidos de exercer sua atividade. É uma política pública que fortalece a sustentabilidade da pesca artesanal, promove cidadania e reafirma o compromisso de Macaé com o desenvolvimento social e ambiental”, afirmou o secretário municipal de Pesca e Aquicultura, Lucas Jardim.