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I Fórum Afro-brasileiro aborda a inclusão dos jovens na Cidade Universitária

21/03/2014 20:39:00 - Jornalista: Elis Regina Nuffer – Funemac – Comunicação

Foto: Flávio Sardou

O Fórum foi uma realização da Coordenadoria Extraordinária da Igualdade Racial (Cepir) em parceria com a Funemac e outros órgãos municipais

O I Fórum Permanente Interdisciplinar Afro-brasileiro, realizado pela prefeitura, no auditório Cláudio Ulpiano, na Cidade Universitária, na tarde desta sexta-feira (21), discutiu com os jovens do município o que eles precisam para a construção de uma política pública que atenda as suas expectativas e potencialidades. O tema do evento, -Juventude Atual: Perspectivas e Atitudes – foi abordado por representantes de diversos órgãos municipais com programas voltados para os jovens dentro da questão afro-brasileira. O Fórum marcou o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

Os palestrantes também levaram o público, composto na maioria por alunos do Colégio de Aplicação (CAp), da Guarda-Mirim e do Programa Nova Vida, a pensar. Eles deixaram para reflexão que as mudanças primeiramente precisam acontecer dentro de cada um e que as escolhas devem ser boas no presente para que o futuro seja construído com resultados significativos.

O que mais se ouviu no evento foi sobre respeito ao próximo, cidadania para o bom exercício dos direitos e deveres, sociedade justa, trabalho, educação. Mas eles também receberam orientações sobre doenças e como ter uma vida saudável, sexualidade, comportamento e até planejamento familiar.

- O espaço universitário é interessado no desenvolvimento das ideias e esperamos que deste Fórum resultem boas ações. Independente da raça ou etnia somos um povo brasileiro multicultural e multirracial e as discussões devem mesmo ser permanentes com ações efetivas como esta, implementada pelo município -, destacou o vice-presidente da Fundação Educacional de Macaé (Funemac), Carlos José Mattos de Andrade, que abriu as atividades do Fórum, uma realização da Coordenadoria Extraordinária da Igualdade Racial (Cepir) em parceria com a Funemac e outros órgãos municipais.

A presidente da Cepir, Zoraia Braz Dias, usou o inverso da discriminação para conduzir a sua fala:

- Vamos falar da inclusão social que leva às potencialidades e perspectivas da juventude atual para a real construção de uma sociedade mais justa, com base nos direitos e deveres de todos os cidadãos na família, na escola, no trabalho, nas ruas, onde estiver -, ressaltou.

Em seguida, ela apresentou o trabalho que tem sido realizado pela Cepir como Encontro de Ações Afirmativas, a cartilha Informação e Reafirmação e outros, como a Semana da Consciência Negra em parceria também com a Funemac.

História da data leva à reflexão

O dia 21 de março marca o Massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, quando 20 mil pessoas protestaram contra a Lei do Passe que obrigava os negros a portar um cartão que continha os locais onde podiam circular. Embora a manifestação fora pacífica, a polícia do Apartheid atirou enfurecida sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos. Em memória a essas pessoas a ONU instituiu a data como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

No Fórum, cada palestrante fez uma breve apresentação do trabalho oferecido pela prefeitura. Foram eles: Marcelo Maurício, diretor do Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad); Douglas Fontes, coordenador do Programa Nova Vida; Adriana Feliciano, gerente do Núcleo da Inserção à Educação da Coordenadoria Extraordinária de Políticas sobre Drogas (Cepod); Mônica Couto, subsecretária de Educação na Saúde, Esporte e Cultura; Alex Camargo, representante da Divisão de Educação em Saúde da Divisão de Vigilância em Saúde; Euzinéa Santuchi, coordenadora da Central de Atendimento ao Jovem (CAJ).

Falaram ainda Jovenito Tavares, coordenador geral do Centro de Educação Tecnológica e Profissional (Cetep) que, entre outras atividades, oferece, junto com a Cepir, o curso de confecção de acessórios e vestuário étnico; Marcelus Siqueira, gerente de Políticas Sociais da Câmara Permanente de Gestão (CPG); Francisco Afonso, gestor do Fundo Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente; e Jussara Vilela, coordenadora do Macaé Facilita, ligado ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (Fumdec).

Também participaram do evento representantes do Núcleo de Estudos de Educação e Diversidade Étnico Racial (Neede) e do Instituto de Administração de Políticas Públicas (IAPP), ambos vinculados à Superintendência Acadêmica da Funemac; assim como da Defesa Civil, Instituto Macaé de Metrologia e Tecnologia (IMMT) e da Câmara Municipal de Vereadores, além de professores do CAp.

Zoraia informou que, ao longo do ano, serão realizadas outras edições do Fórum, com assuntos pertinentes à comunidade macaense na busca da diminuição das desigualdades raciais e sociais.

O Colégio de Aplicação (CAp) é vinculado à Funemac em parceria com a Secretaria Municipal de Educação; o Programa Nova Vida, à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social; e a Guarda-Mirim, à Secretaria Municipal de Ordem Pública.

A Cidade Universitária está localizada à avenida Aloísio da Silva Gomes, 50, bairro Granja dos Cavaleiros.


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