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Igualdade Racial e Educação destacam importância da história e cultura afro-brasileira

13/05/2014 15:55:00 - Jornalista: Joice Trindade

A Secretaria de Igualdade Racial promove, nesta quarta-feira (14), mais uma roda de conversa do projeto “Fala Jovem”. Desta vez, a programação ministrada pela Coordenadoria Extraordinária da Igualdade Racial (Cepir) vai acontecer junto aos estudantes do Ensino Médio do Colégio Estadual Mathias Neto, às 15h. A intenção do encontro é relembrar questões e levar à reflexões sobre o Dia Posterior à Abolição da Escravatura, cuja data alusiva é no dia 13 de maio.

O foco central do encontro será a adoção de atitudes em prol da Cultura de Paz. Além disso, durante o “Fala Jovem”, a presidente da Cepir, Zoraia Braz Dias, também vai destacar questões como oportunidade e índice de violência entre os jovens negros.

Na ocasião, Zoraia Braz vai pontuar assuntos como expectativas e potencialidades, perspectivas e atitudes que podem mudar a sociedade. “A intenção é enfocar reflexões para que as mudanças aconteçam dentro de cada um, e que as escolhas devem ser boas no presente para que o futuro seja construído com resultados significativos”, disse.

O espaço universitário é direcionado ao desenvolvimento das ideias para que a partir deste encontro se resultem boas ações. Na oportunidade, a presidente da Cepir também vai abordar a inclusão social que leva às potencialidades e perspectivas da juventude atual para a real construção de uma sociedade mais justa, com base nos direitos e deveres de todos os cidadãos na família, na escola, no trabalho, nas ruas e outros locais.

Educação - Além do “Fala Jovem”, a Coordenadoria de Igualdade Racial realiza em parceria com a Secretaria de Educação o projeto “Ciranda de Papo e Memória”. Considerado um sucesso nas unidades municipais de ensino, o projeto é direcionado aos profissionais de ensino e alunos com base na lei 10.639-2003, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. A próxima programação vai acontecer na quarta-feira da semana que vem (21), com os estudantes dos 8º e 9º anos de escolaridade do Colégio Municipal Samuel Brust.

De acordo com a legislação, os conteúdos devem ser ministrados no âmbito de todo currículo escolar em áreas como Educação Artística, Literatura, História e Língua Portuguesa.

Ações da Educação – Macaé é um dos poucos municípios da região que trabalha a conscientização racial de forma continuada. O tema é enfatizado entre os professores e estudantes em atividades como planejamento pedagógico, oficinas e palestras específicas.

De acordo com a secretária de Educação, Lúcia Thomaz, a intenção é reforçar o trabalho junto aos estudantes da rede municipal o ensino da história e cultura afro-brasileira.

Para isso, professores do ensino municipal estão participando de uma programação específica, que visa destacar informações quanto à inserção da Lei 10.639/03, alterada pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. “O objetivo é destacar no planejamento escolar o compromisso, o reconhecimento e o respeito entre as diversidades étnicas”, salientou.

Outro material que é alvo de estudos dos professores é o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288-10), que expressa demandas da população negra e é reconhecido por constituir um importante instrumento para que as desigualdades raciais sejam reconhecidas e abordadas em diferentes esferas de governo. A lei abrange um conjunto de regras e princípios jurídicos, que visam coibir a discriminação racial e estabelecer políticas para diminuir a desigualdade social existente entre os diferentes grupos raciais.

No decorrer do trabalho junto aos educadores, o professor responsável Jorge Murtinho desenvolve visitas técnicas nos horários de atividades do professor. A intenção é que os educadores possam socializar e multiplicar as informações da melhor forma. Na ocasião, os professores que atuam com os alunos de 6º ao 9º anos e Educação Infantil receberam um kit completo com sete DVD´s alusivos à questões referentes à lei 11.645-08.

Durante o trabalho, também são abordadas nas escolas municipais questões como “Relação da Cultura Afro no Brasil”, “Identidade”, “Estima”, “Revolução Industrial” e “Tráfico Negreiro”. “Uma das propostas é apresentar a contribuição do negro no processo civilizatório do país. Além disso, ele também abre um debate sobre os significados das palavras preto, negro, branco e pardo, disse Lúcia Thomaz.