Prossegue o trabalho de dez pesquisadores do Programa Macaé Cidadão sobre o primeiro mapeamento das religiões africanas, nos terreiros de umbanda e candomblé em Macaé. A coordenadora da coordenadoria do Programa Macaé Cidadão, Amélia Augusta Guedes, lembrou que os trabalhos começaram no dia 24 de março. Até agora, já foram cadastrados 70 terreiros.
O primeiro mapeamento acontece para atender pedido da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde. Em Macaé, os representantes dessa rede foram recebidos e apoiados pela Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Corafro).
- O principal objetivo do levantamento é obter informações sobre os terreiros de umbanda e candomblé no município, bem como estabelecer seus perfis e suas particularidades, além de elaborar relatórios e indicadores sobre os vários temas pesquisados – disse Amélia.
Como exemplo de assuntos avaliados, ela citou a identificação completa do terreiro, sua estrutura física e administrativa, ações sociais e culturais desempenhadas pelos adeptos de umbanda e candomblé, além do perfil sócio-econômico das famílias dos zeladores dos locais de culto.
Segundo Amélia, os pesquisadores têm tido uma receptividade muito boa por parte dos responsáveis pelos terreiros. A equipe de coletores de informações é coordenada por um supervisor e um coordenador. Os dados colhidos irão subsidiar o desenvolvimento de pesquisas voltadas para o setor – que tem sido estigmatizado por várias áreas da sociedade.
- Atualmente, estamos na fase de coleta das informações, analisando-as e, posteriormente, iremos cruzar os dados e elaborar os relatórios – finaliza Amélia.