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Macaé lança a Cartilha Desmistificando a Esporotricose

21/01/2026 19:08:00 - Jornalista: Andréa Lisboa

Foto: Arquivo Secom

O lema da campanha é: O gato não é o vilão.

No mês em que a Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais de Macaé promove a campanha de combate à Esporotricose e o “Dia D (17 de janeiro)”, ela lança a Cartilha Desmistificando a Esporotricose 2026. O lema da campanha é: O gato não é o vilão. A Esporotricose tem cura e são necessários alguns cuidados para a prevenção desta doença. Esta zoonose afeta diversos animais, como cães, gatos, cavalos e aves.

A relação entre tutores e seus animais de estimação é considerada benéfica para a saúde mental e para o bem-estar geral dos donos até mesmo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, é preciso conscientização sobre a importância dos cuidados e da prevenção de doenças para proteger humanos e pets.

Para prevenir a esporotricose é recomendado manter animais castrados e dentro de casa e garantir a higiene de animais e de ambiente (com água sanitária diluída), além de sempre higienizar as mãos. Ao manipular animais suspeitos de estarem contaminados e materiais é preciso usar luvas e máscara, isolando animais doentes. É importante se evitar o contato com o solo contaminado.

A esporotricose é causada por fungo presente no solo, vegetais, madeira e material orgânico em decomposição. A propagação de fungo ocorre em fezes de animais doentes. Esta zoonose é conhecida como "Doença do Jardineiro" ou dermatose ocupacional. Os sintomas são lesões na pele, com nódulos avermelhados que evoluem para feridas, e pode afetar órgãos internos, causando tosse, falta de ar e febre. Humanos também são infectados através de feridas.

Em animais, a doença se manifesta por feridas na pele que não cicatrizam, com secreção e nódulos avermelhados, além de sintomas como espirros, secreção nasal, dificuldade para respirar, perda de apetite e apatia. O fungo pode se alojar nas garras dos gatos, por exemplo.

Tratamento

O tratamento em humanos e em animais geralmente envolve o uso de antifúngicos e pode levar de alguns meses até mais de 1 ano dependendo da gravidade do caso. É crucial seguir as orientações médicas e o tratamento até o final para garantir a cura completa e evitar recidiva ou nova contaminação. O animal deve ser acompanhado por um veterinário durante todo o tratamento. A cura é alcançada com a remissão completa das lesões e outros sinais clínicos relacionados à esporotricose. Em caso de morte do animal, o corpo deve ser encaminhado ao veterinário para destinação adequada.

O contato da Unidade Básica de Saúde Animal (UBS) é (22) 99105-5937. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Av. Dr. Evandro Moreira Tavares. A UBS Animal da Serra fica na Av. Miguel Peixoto Guimarães, Córrego do Ouro, com atendimentos as terças, das 8h às 12h e das 13h às 16h.