Dois trabalhos de alunos macaenses ficaram em primeiro lugar na III Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fecti). O evento reuniu centenas de estudantes fluminenses no Palácio da República (Rio), no último fim de semana (29 e 30). Na categoria Ciências Exatas e da Terra, (primeiro ano do Ensino Médio), o trabalho vencedor da Unidade de Ensino Descentralizada (Cefet) foi “Glicerina: Matéria ou Energia?”. O outro trabalho, da Escola Alfa, foi “Célula Foto-Voltaica com Corantes Naturais” (categoria de trabalhos da oitava série).
- Estamos mais uma vez coroando o nosso trabalho e o desempenho de nossos alunos, professores e orientadores – ressalta o coordenador da Feira Macaense de Ciência, Tecnologia e Inovação (Femacti), Marcelo Machado. Ele disse que este tri-campeonato na Fecti - Macaé também venceu nas duas últimas edições - deve-se ao empenho da professora Margarida Castelló. “É importante incentivar nossos alunos. A participação nestes eventos proporciona uma realização muito grande”, diz Marcelo sobre a satisfação decorrente da vitória dos alunos, nos estudos científicos e tecnológicos.
Há 15 dias, Macaé ficou em primeiro lugar, na categoria Ciências Humanas, na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), evento que aconteceu na Universidade de São Paulo, com trabalho sobre lógica, do Colégio Estadual Luiz Reid.
O trabalho “Glicerina: matéria ou energia?” foi realizado pelos alunos Camila Silva, Luíza da Cunha Augusto Pinto e Paula Roberta Borges Barcelos. “Nosso projeto se dedicou a fazer um estudo da glicerina, avaliando a possibilidade de ela ser utilizada como matéria-prima de muitos produtos, ou de vir a converter-se, também ela, em um combustível. Para isso fizemos o uso direto do resíduo glicerinoso, acertando o teor de soda (ou potassa), na fabricação de sabão de óleo vegetal”, conta a professora orientadora Margarida Castelló.
Ela acrescenta que o grupo fez a destilação atmosférica do resíduo, obtendo 10% em volume de etanol, mas nessas condições a glicerina permaneceu no resíduo destilado. “Nossas conclusões apontam para a necessidade de se fazerem mais estudos para a conversão da glicerina em um combustível, pois este parece ser um bom fim para esta substância, mas a tecnologia ainda não está bem desenvolvida”, pontua.
Já o trabalho “Célula foto-voltaica de corantes naturais”, dos alunos Nicole de Campos da Silva, Eduardo Schirmer Heberle e Maria Fernanda Fidalgo Daumas Curvelo, também orientado pela professora Margarida Castelló, trata das mudanças energéticas, especialmente a energia solar. “Pesquisamos sobre o assunto e descobrimos que as células foto-voltaicas comuns utilizam materiais muito caros e difíceis de obter. Para continuar nossos estudos sentimos a necessidade de conhecer melhor o efeito fotoelétrico de Einstein. Para isso, fizemos uso do kit de experiências “Os Cientistas 3, o efeito fotoelétrico de Einstein”, da editora Abril explica Margarida.
Ela ressaltou que a partir de novas pesquisas descobriu-se outro meio de aproveitar a energia solar, através de um aparelho mais simples utilizando corante foto-excitável (cianina) do açaí. “Ao longo do tempo, estudamos e tiramos algumas dúvidas, possibilitando assim o aprimoramento do projeto. Durante nossas pesquisas, identificamos a necessidade de substituir alguns materiais, de forma a concretizar um aparato que fosse construído, dentro do possível, com materiais de uso cotidiano e/ou reciclados”, frisa.
Ela ainda comenta que foram feitas algumas montagens e diversos testes, variando de cada vez a fonte do corante (morangos, por exemplo), placa de vidro, tipo de suporte, intensidade de luz, entre outros.
A coordenadora de Ciências da Secretaria de Educação e organizadora da Femacti, Martinha Pimentel convida todas as instituições de ensino de Macaé a se organizarem e realizarem suas feiras internas, selecionando seus trabalhos, pois em junho as inscrições estarão abertas para a Femacti, que vai acontecer nos dias 27 e 28 de agosto, no Macaé Centro.