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Prefeito participa das comemorações dos 395 anos do Forte marechal Hermes

17/03/2008 11:43:54 - Jornalista: Cesar Dussac

O prefeito de Macaé, Riverton Mussi participou na manhã deste domingo (16) da solenidade de comemoração dos 395 anos de existência do Forte Marechal Hermes. O evento teve a presença de autoridades civis e militares de Macaé e de outros municípios, ex-integrantes da tropa e população em geral.

Na abertura da cerimônia, os soldados desfilaram ao som do dobrado “1º Grupo de Aviação Embarcado”, em continência ao comandante da unidade, capitão Leandro Fernandes Moraes, e seus convidados especiais: os prefeitos Riverton Mussi, de Macaé, e o de Carapebus, Rubem Vicente, o ex-comandante do Forte, tenente-coronel Edmilson Jório, e o Delegado da Capitania dos Portos, capitão-de-corveta Luiz Antônio Anídio Moreira.

O prefeito Riverton Mussi falou sobre as comemorações dos 395 anos de existência do Forte.

- São quase quatro séculos de uma existência construída por inúmeras gerações de militares, com a participação de uma parcela significativa de jovens macaenses que aqui serviram. É natural que seja um momento de orgulho para eles. Sinto-me honrado pelo convite para participar desta comemoração, que materializa uma conquista que os militares do Forte fazem questão de compartilhar com a nossa sociedade, afirmou.

O prefeito lembrou que é impossível relatar a história de Macaé sem relacionar as inúmeras participações do Forte. “São histórias que se confundem e se completam. A civilização em Macaé e no norte fluminense, por exemplo, só ocorreu graças à segurança proporcionada após sua fundação, em 1613. Diversos militares contribuíram com Macaé, como o coronel Bellegarde, Engenheiro Militar, que fez o seu arruamento, na época em que ainda era Vila”, observou.

A formação dos militares é motivo de admiração do prefeito. “Tenho uma admiração especial por esses profissionais, por sua formação peculiar, baseada no culto de valores importantes para a sociedade, na disciplina, no patriotismo e no cumprimento do dever, sem dimensionar sacrifícios, mesmo que para isso, eventualmente, tenha que estendê-los aos próprios familiares. Aqui em Macaé, estão sempre dispostos a nos auxiliar. É imprescindível tê-los ao nosso lado em diversas atividades municipais. O povo de Macaé reconhece essa importância, a ponto de ter se mobilizado, recentemente, em defesa da preservação do Forte, numa demonstração histórica de uniões de esforços e pensamentos”, disse Riverton Mussi.

Na leitura da Ordem do Dia, o atual comandante fez a leitura da Ordem do Dia, lembrou um pouco da história do Forte.

- Comemoram-se hoje 395 anos da criação do Forte Santo Antonio do Monte Frio. A instalação da fortaleza, ocorrida a 16 de março de 1613, foi motivada pela necessidade da Coroa Espanhola de povoar a região. O Rei Felipe II da Espanha, país que detinha o domínio de Portugal (1580 a 1640), deu ordem para colonizar a região, sabendo que aventureiros ingleses ultimavam os preparativos para invadir e estabelecer uma colônia entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, disse o comandante.

Segundo a história, o objetivo era combater o contrabando de pau-brasil, farto na região, particularmente no Arquipélago de Santana. Desta forma, o Governador Geral Gaspar de Souza estabeleceu um aldeamento com 200 índios na foz do Rio Macaé, em frente à Ilha de Santana, e outro semelhante, na foz do Rio Leripe, hoje Rio das Ostras.

O comandante continuou a leitura. “A conclusão das obras do Forte Santo Antonio do Monte Frio (Bateria Baixa) pelo Capitão-Mor da Capitania de Cabo frio, Constantino Menelau, e a presença de contingente militar proporcionaram a garantia necessária para a fixação do aldeamento junto à foz do Rio Macaé. O segundo ciclo econômico de Macaé, impulsionado pelas construções do Canal e da Ferrovia Macaé-Campos e pela lavoura cafeeira nos Distritos Serranos fez nascer um importante porto fluminense, palco de intensa agitação comercial no fim do período imperial. Em 1880, a Companhia que explorava este transporte marítimo dispunha de cinco balsas a vapor com tráfego regular entre Imbetiba e o Rio de Janeiro.

Em entrevista, o capitão Moraes deu mais detalhes sobre o Forte. Em 1883, o presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, por ver que estavam obsoletos os canhões de mais de 200 anos, iniciou as obras de construção de um Forte na parte de cima (Bateria de Cima), inaugurada em 15 de abril de 1910, que deu origem ao Forte Marechal Hermes, dotado na época de canhões retirados do Cruzador Tamandaré, navio aposentado pela Marinha.

- A cidade festejou a nova fortaleza das 10h da manhã até às 6h do dia seguinte. Sua criação contou com dinheiro federal (10 contos de réis), do município (10 contos) e dinheiro da população macaense (30 contos). Apesar de a Bateria de Cima (canhões 152 mm) ter dado origem às instalações do atual Forte Marechal Hermes, o Exército leva em conta a data da inauguração da Bateria de Baixo como a data de fundação do Forte, hoje transformado na 9ª Bateria de Artilharia Anti-Aérea (Escola), equipada com míssil solo-ar, material de defesa anti-aérea de avançada tecnologia, disse o comandante.

Estiveram presentes também na solenidade o secretário Executivo de Marketing e Relações Públicas da Secom, Décio Braga; o secretário Executivo de Turismo, Marco Maia; o representante da Mactran, Itaci Indicatti e o representante da presidente da Fundação Macaé de Cultura (FMC), Sérgio Góes.