logo

Prefeitura avança na revisão do Plano Diretor com capacitação técnica

18/03/2026 12:54:00 - Jornalista: Tatiana Gama

Foto: Márcio Borges

O encontro com servidores da administração municipal foi promovido nesta quarta-feira (18), no Paço Municipal

A Prefeitura de Macaé deu mais um passo importante na construção do futuro urbano do município ao realizar, nesta quarta-feira (18), a capacitação de técnicos da administração municipal que irão atuar diretamente no processo de revisão do Plano Diretor (2026–2036). A atividade, promovida no Paço Municipal, foi conduzida pelo Escritório de Gestão, Indicadores e Metas (Egim), vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, e marcou o alinhamento das equipes que participarão das próximas etapas do trabalho.

A revisão do Plano Diretor será oficialmente lançada no próximo dia 24 de março, às 18h, em solenidade na Câmara Municipal de Macaé. O evento abrirá o calendário participativo, que seguirá até setembro, com conclusão prevista para 10 de outubro. Ao longo desse período, serão realizados fóruns comunitários, câmaras técnicas, oficinas temáticas, audiências públicas, debates e consultas on-line, garantindo ampla participação popular na definição das diretrizes que irão orientar o desenvolvimento da cidade na próxima década.

Instituído pela Lei Complementar nº 279/2018, o Plano Diretor é considerado o principal instrumento de planejamento urbano do município. A revisão em curso é conduzida pelo Egim, com apoio do Conselho da Cidade, e tem como objetivo fortalecer a gestão territorial, promover o desenvolvimento sustentável e alinhar políticas públicas estratégicas. O documento orienta temas como uso e ocupação do solo, mobilidade urbana, habitação, meio ambiente, desenvolvimento econômico e social, além de cultura e turismo, integrando instrumentos como o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Durante a capacitação, o gerente do Egim, Romulo Campos, destacou que o município já conta com uma base estruturada de dados e planejamento. Segundo ele, iniciativas como o projeto “Macaé +20” irão contribuir diretamente para a revisão.


“A base está pronta. Agora, o desafio é identificar gargalos e superá-los para alcançarmos mais resultados e construirmos uma cidade cada vez melhor para a população”, afirmou.



O gestor público do Egim, Felipe Loureiro, destacou a importância do envolvimento coletivo no processo de revisão do Plano Diretor.


“Estamos trabalhando com planejamento e dados para identificar os principais desafios da cidade e transformá-los em soluções concretas. A revisão do Plano Diretor é uma oportunidade de alinhar o crescimento de Macaé às reais necessidades das pessoas. A ideia é avançar com mais eficiência e resultados, a fim de fazer a cidade que a gente vive cada vez melhor”, disse.



O processo também conta com a participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A professora Gisele Barbosa apresentou a leitura técnica do município, abordando a estrutura do Plano Diretor vigente e orientações metodológicas para as câmaras temáticas. De acordo com ela, Macaé já apresenta características de uma cidade polinucleada, com um centro urbano consolidado e outras regiões em desenvolvimento.

A coordenadora de projetos do Egim, Darana Azevedo, enfatizou a importância da escuta ativa da população em todas as etapas. Segundo ela, os técnicos irão identificar os principais problemas apontados pela sociedade e aprofundar as discussões nas câmaras temáticas.


“É preciso ouvir o que está doendo para conseguir resolver. Pequenas ações podem gerar grandes mudanças, e isso só é possível com participação popular e o olhar técnico”, pontuou.



As câmaras temáticas, instituídas pelo Decreto nº 052/2026, serão fundamentais nesse processo. Ao todo, nove grupos técnicos irão se reunir ao longo do mês de maio, na Cidade Universitária, para debater, levantar diagnósticos e propor soluções em áreas estratégicas como meio ambiente, mobilidade urbana, habitação, infraestrutura, desenvolvimento econômico, entre outras. Cada câmara terá quatro dias de discussão, com expectativa de resultados como a identificação de problemas, definição de prioridades, diretrizes e recomendações.

O Conselho da Cidade terá papel ativo no acompanhamento do processo, atuando na fiscalização, monitoramento e proposição de melhorias. Após as etapas técnicas e participativas, as propostas consolidadas serão apresentadas em audiência pública para validação final.