Prefeitura busca soluções para problema de moradia

Mar 30, 2005 5:46:53 PM - Jornalista:

Na intenção de buscar experiências bem sucedidas para a elaboração do Plano Municipal de Habitação para Macaé, o presidente da Empresa Municipal de Habitação, Urbanização, Saneamento e Água (Emhusa), José Cabral da Silveira participou de encontros com o secretário de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente de Recife, César Barros, nos dias 21, 22 e 23 de março. José Cabral foi a Recife conhecer o programa “Recife sem palafitas” que retirou mais de 500 famílias,que moravam na orla de Brasília Teimosa, para conjuntos habitacionais construídos pela prefeitura.

Localizada num bairro nobre da capital pernambucana, a favela de Brasília Teimosa abrigava 541 famílias que moravam em palafitas (barracos de madeira construídos sobre rio, mangue ou mar). A prefeitura de Recife conseguiu retirar todas as famílias e abrigá-las em condomínios compostos por prédios de quatro pavimentos, dentro da cidade.

- Nós filmamos o local dos assentamentos, identificando as condições de moradia das famílias assentadas. Fomos a locais em que as famílias já estão morando há um ano e em outros há um mês. Do ponto de vista prático, nós queríamos saber quais as dificuldades que o município e a comunidade enfrentam depois da mudança para os condomínios, disse Cabral.

O Recife Sem Palafitas é um programa realizado pela prefeitura de Recife em parceria com o Ministério das Cidades que “atua na requalificação urbana de áreas de alagados com ocorrência de palafitas”. Brasília Teimosa foi a primeira área urbanizada, devolvendo a capital pernambucana um trecho de 1,3 quilômetro de praia.

O presidente da Emhusa ressalta que projetos de recolocação de famílias em conjuntos habitacionais precisam de um acompanhamento: “Nós visitamos os assentados para identificar problemas sociais das famílias e principalmente a moradia em condomínio. Detectamos cuidados que deve se ter. Queremos elaborar um Plano Municipal de Habitação para Macaé, que venha a atender à população que vive em áreas críticas, de risco e com problemas de inundações”, afirmou