A prefeitura, por meio da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu nesta semana um curso de capacitação voltado para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com foco na prevenção e orientação sobre arboviroses. A iniciativa aconteceu no auditório do Centro de Estudos do Hospital Público de Macaé (HPM), em parceria com a Coordenadoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Cevas).
O treinamento foi realizado em quatro turmas, nos períodos da manhã e da tarde, na última terça-feira (27) e novamente nesta quinta (29). O público-alvo são os agentes comunitários que visitam diariamente as residências, desempenhando papel fundamental na conscientização da população e na prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, zika e chikungunya.
Durante o curso, os profissionais receberam orientações práticas sobre medidas de prevenção que devem levar para a população, incluindo eliminação de recipientes que possam acumular água parada; manutenção de caixas d’água sempre tampadas; limpeza periódica de calhas e quintais; uso de telas em janelas e proteção individual contra picadas; importância da comunicação clara com moradores para reforçar hábitos preventivos; usar repelente e óleo corporal; entre outras.
A capacitação foi conduzida pela enfermeira Liciane Furtado, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, que fez a abertura apresentando as atualizações sobre as arboviroses, sinais, sintomas e tratamento. Ela informou que o treinamento foi iniciado em novembro do ano passado para médicos e enfermeiros e agora continua com os ACS.
Em seguida, o bíologo da Cevas Willian Marinho, abordou de forma detalhada o vetor Aedes aegypti na palestra "Dipteras Tropicais a Caminho das Arboviroses".
Furtado explicou que são doenças causadas por vírus transmitidos por artrópodes, principalmente mosquitos, como o Aedes aegypti. Elas incluem também a febre amarela e a febre Oropouche, arbovirose emergente no Brasil, transmitida, principalmente, pelo mosquito maruim comum na região serrana de Macaé que registra o maior número de casos notificados. Os sintomas de cada arbovirose, apesar de semelhantes, podem variar e levar a complicações graves e até a mortes. A palestrante destacou que a Zika está sem nenhum caso notificado desde 2017.
A capacitação reforçou essas informações, com apresentação do ranking por bairros no município. Além disso, é uma forma de a prefeitura mostrar o seu compromisso em fortalecer as ações de vigilância e ampliar o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente junto à população. A expectativa, segundo a palestrante, é que, com a formação, as visitas domiciliares se tornem ainda mais eficazes na redução dos riscos de transmissão das arboviroses.