Dentro de no máximo 45 dias, o distrito de Córrego do Ouro contará com água tratada e distribuída a todas as residências. Estão em fase final a construção a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Córrego do Ouro e a implantação da rede de distribuição de água em todo o centro do distrito. Com a construção da Estação, o prefeito Riverton Mussi atende a antiga reivindicação dos moradores da localidade serrana. A ETA visa melhoria da qualidade de vida e combate às doenças transmitidas pela água, como por exemplo verminose e hepatite.
A Estação de Tratamento de Água está localizada na fazenda Vitória, onde acontece a captação subterrânea do líquido diretamente do córrego do Ouro. Após a captação, a água receberá tratamento, será armazenada e distribuída para cerca de oito mil moradores do distrito. De acordo com dados da prefeitura, de 2006, a sede do distrito conta com 1862 casas e estabelecimentos comerciais.
A Instalação da rede de distribuição é realizada, em parceria, entre a Empresa Municipal de Habitação, Urbanização, Saneamento e Águas (Emhusa) e a secretaria Executiva do Interior. Dados fornecidos pelo gerente de operações da Emhusa, Gustavo Muros, na rede principal de distribuição são empregados tubos de PVC defofo, totalizando 3.450 metros de tubulações. A rede sai do tanque de armazenamento de água, situado nas proximidades da ETA, com tubos de 200 milímetros. Depois, serão sendo instaladas tubulações de 150 e 110 milímetros. Da rede principal, saem 2000 metros de ligações domiciliares. “Estamos trocando e ampliando o sistema. A rede antiga era arcaica, com tubulações de ferro”, diz Gustavo Muros.
O engenheiro da Embusa, Luiz Gomes, explica que nas proximidades do córrego do Ouro foi instalada a caixa de tomada de água lateral, com quatro metros e meio de profundidade. As tubulações entram no córrego, captando a água, inicialmente 20 litros por segundo. “Dentro dessa caixa há duas bombas, uma principal e outra reserva que jogam a água para a Estação de Tratamento Convencional, onde a água recebe produtos químicos para o tratamento. Daí, a água tratada segue para o reservatório com capacidade para armazenar 120 mil litros de água, recebendo cloro para desinfecção. A água tratada é conduzida por bombas para o outro reservatório, situado no alto, com capacidade de 150 mil litros. Daí, a água desce para as tubulações interligadas à rede de distribuição principal, onde será distribuída às redes secundárias”, diz Luiz Gomes.
A ETA de Córrego do Ouro é constituída de poço de captação, casa de bombeamento, decantador, floculador, filtro, tanque de contato, reservatório de água tratada e casa de química, subdividida em sala de reparo de solução, sala de monitoramento e almoxarifado de produtos químicos.
A estação conta ainda com sala de dosagem de produtos químicos e laboratório, onde serão realizadas as análises operacionais diárias para verificar a qualidade da água que chega à população. No local, atuarão engenheiros químico e sanitarista, além de técnicos em manutenção e operadores. “Anteriormente, só havia cloração com o líquido captado nas nascentes, não havendo vazão suficiente para toda a população do terceiro distrito. Entretanto, o sistema vai continuar em operação, a fim de promover abastecimento na Escola Rural”, ressalta o engenheiro.
Segundo o presidente da Empresa Municipal de Habitação, Urbanização, Saneamento e Água (Emhusa), José Cabral da Silveira, com cada real gasto com saneamento, economizam-se quatro reais com saúde. “A população fica mais satisfeita com água tratada e limpa de impurezas, já que isso é fundamental para a manutenção da saúde”, afirma Cabral.
O secretário do Interior, Eduardo Jardim, ressalta a importância da construção da ETA no distrito, um dos mais populosos da região serrana macaense. “Era uma antiga reivindicação dos moradores. A população vem demonstrando sua satisfação com essa obra do governo Riverton Mussi, que vai trazer água de qualidade para todos”, conclui o secretário.