Conforme afirmou o secretário executivo de Obras, Tadeu Campos, às 11h desta quarta-feira, 26, a prefeitura continua monitorando toda a cidade e realizando ações, por conta das fortes chuvas que caem no município desde a noite de terça-feira. As ações são emergenciais e o município se prepara para começar o projeto de macrodrenagem, cujas obras devem começar em abril.
Seis caminhões da prefeitura estão em toda a cidade, principalmente nas regiões mais baixas do centro urbano, desentupindo bueiros e efetuando limpeza nas ruas. Outra informação repassada pelo secretário é que as bombas de sucção situadas na saída do Canal Fábio Franco estão ligadas e funcionando com carga total, com o objetivo de drenar as águas da chuva, principalmente nos bairros situados nas proximidades do canal da Ayrton Senna, como Sol y Mar, Costa do Sol, Riviera, Campo Grande, e outras localidades.
- Desde que efetuamos os estudos para o projeto de macrodrenagem do município, detectamos as condições topográficas de Macaé e seu relevo com regiões planas e outras situadas em lugares mais baixos do nível do mar. Essas características de relevo é que causam as constantes inundações em várias partes da cidade, aliadas ao crescimento que Macaé vem vivenciando nos últimos anos – disse o secretário, acrescentando que os estudos do projeto foram baseados no levantamento histórico dos trinta últimos anos, e as ações a serem realizadas na macrodrenagem estão projetadas para atender o crescimento de Macaé por mais vinte anos. “O grande crescimento urbano do município vem impermeabilizando a cidade. Esse é um projeto com custo alto e é para ser realizado num prazo de cinco anos, visando solucionar a séria questão de drenagem das águas pluviais de Macaé”, disse Tadeu Campos.
Para o secretário, não foi dada, nos últimos anos, a atenção específica para o problema de drenagem na cidade, o que causou um gargalo nos últimos anos, com o crescimento de Macaé.
- As administrações passadas já conheciam os problemas, mas não foram tomadas as soluções cabíveis. A questão dos alagamentos na cidade já existe há anos e não houve investimentos para resolver o problema. Tem chovido bastante em Macaé e os alagamentos continuam. Como medidas provisórias, além da limpeza das ruas e bueiros e o pleno funcionamento das bombas de sucção na Télio Barreto, a prefeitura instalou mais duas bombas provisórias no Sol y Mar, assim como também foi feito nas Malvinas, mas o problema dos alagamentos de Macaé serão enfrentados com o projeto de macrodrenagem – falou o secretário Tadeu.
A macrodrenagem
O consórcio liderado pela empresa Odebrecht foi o vencedor da licitação para as obras de Macrodrenagem de Macaé, que começam em abril. O valor total da licitação é de R$ 270 milhões, e prevê obras para os próximos cinco anos. O principal objetivo é acabar com os problemas de alagamentos no município.
A partir da assinatura, a empresa tem até 30 dias para iniciar os trabalhos. Por determinação do prefeito Riverton Mussi, as obras vão começar pelas áreas mais críticas da cidade, que vêm sofrendo mais com os transtornos causados pelas chuvas. “Vamos pelos bairros Sol y Mar, Riviera, Campo Grande e Campo do Oeste, além de fazer melhorias no canal da Avenida Fábio Franco”, disse Riverton.
De acordo com o secretário de Obras, Tadeu Campos, os trabalhos vão começar pelo alargamento do canal da Avenida Evaldo Costa (antiga Ayrton Senna), que vai passar a ter quatro metros de largura e dois metros de profundidade. “Além disso, vamos retirar todos os obstáculos deste canal, fazendo com que a água chegue com mais força e rapidez no canal da Avenida Fábio Franco”, explicou.
Na Fábio Franco, as obras vão continuar com a reforma do canal e a retirada das manilhas e tubulações debaixo das pontes, que hoje são responsáveis pela formação de redemoinhos, que dificultam a passagem da água. Do canal da Fábio Franco, a água segue para a Avenida Télio Barreto, onde serão instaladas mais seis bombas de sucção, aumentando a vazão, que hoje é de três mil litros por segundo, para doze mil litros por segundo.
O secretário Tadeu Campos explicou que o alargamento do canal da Ayrton Senna, quadriplicando a sua capacidade, a desobstrução das pontes no canal da Fábio Franco, que hoje são um gargalo no escoamento das águas, e a instalação das novas bombas na saída do canal na Télio Barreto vão aumentar a capacidade de drenagem do município, principalmente nas áreas mais baixas. Depois disso, o projeto chegará a outros bairros de Macaé, ampliando a macrodrenagem da área urbana.
– O projeto prevê o preparo da drenagem de Macaé para mais vinte anos. O enfrentamento desse problema mostra o compromisso do governo Riverton Mussi com a população. Em apenas três anosnas de governo são muitos os avanços, e não podemos esquecer as parcerias do município com os governos do Estado, Federal e com a Petrobras – concluiu o secretário.