Com objetivo de reconstituir a história da escola de samba Princesinha do Atlântico, que voltou a desfilar no Carnaval deste ano, depois de 12 anos afastada, a diretoria da agremiação pede a colaboração de toda a população macaense. O Carnaval é promovido pela Liga Independente das Entidades Carnavalescas (Liecam) com apoio da prefeitura de Macaé.
Segundo o presidente da escola, João Batista da Silva Corrêa, o Tié, as pessoas que tiverem fotos ou artigos digitalizados da agremiação, que puderem fornecer, devem entrar em contato pelo email: dircom.princesinhadoatlantico@gmail.com.”Queremos informações com datas que nos auxiliem na reconstituição da história da escola”, disse.
História
Tudo começou numa roda de conversa onde estavam Joel Cruz, Ari Chaminé, Dico, Simeão, Dona Fani, Arnóbio e Três Manuel (o nome é esse mesmo), onde começou e surgiu o bloco do Gavião, que serviria de base, mais tarde, para a fundação da Princesinha do Atlântico. Como os blocos de bois pintadinhos, o Gavião era confeccionado a partir de uma estrutura, para ser carregado por um dos integrantes, que saía dos Cajueiros pelas ruas da cidade. A ave de rapina era feita de sacos de lona e penas.
Com o sucesso do bloco, o grupo acabou fundando a escola de samba em 1979, com o nome de Princesinha do Atlântico. As cores verde e rosa foram escolhidas por Dico. Os ensaios eram realizados aos sábados, ao lado da antiga sede da Transitória, no centro.
A rivalidade já existia naquela época. A G.R.E.S. Aroeira, a Princesinha do Atlântico, principalmente essas duas, e a Barra, disputavam o título de campeã do carnaval macaense. Segundo Tiê, essa rivalidade diminuiu muito. “Fomos os primeiros a confirmar presença no 2º Encontro de Bandeiras, que foi realizado na quadra da Aroeira no último domingo (9). Cada escola levou sua bandeira. Hoje, o relacionamento entre as escolas é mais tranqüilo”, completou.
Muito da história da escola dos Cajueiros não se pode contar. “Muita coisa se perdeu com o tempo, levada por ex-participantes da escola. Hoje, é difícil saber até os anos em que a escola foi campeã. Quem tiver alguma informação, pode nos procurar”, diz o presidente.