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Saúde Mental realiza Carnaval da inclusão com bloco na praça

26/02/2025 15:53:00 - Jornalista: Elis Regina Nuffer

Foto: Ana Chaffin

O evento aconteceu na Praça Veríssimo de Melo

O bloco “De Perto Ninguém é Normal” foi uma terapia para quem foi assistir na manhã desta quarta-feira (26), na Praça Veríssimo de Melo, no Centro da cidade. Música, cor, alegria e inclusão deram o tom do momento marcando o período carnavalesco. O evento foi realizado pelo Programa de Saúde Mental do município com o objetivo de promover a inclusão por meio da ocupação de espaço público de forma cultural mostrando à sociedade para além da saúde mental.

“Isto aqui é vida. A minha família e Macaé, de forma muito especial, são tudo de melhor que existem. São maravilhosos. Em Macaé temos tudo o que o meu filho precisa para ser uma criança como qualquer outra, apesar das suas limitações. Este bloco é uma grande alegria e mostra o cuidado integral que o município tem com a gente”, disse Viviane Argemiro, 45 anos, mãe de três filhos, sendo o caçula Enzo, 11 anos, atípico com autismo de suporte nível dois, deficiência intelectual e epilepsia.

Ela acrescentou: “Ser mãe do Enzo tem as suas dificuldades, mas é amor o tempo todo, e tudo supera. Somos de Duque de Caxias e viemos morar em Macaé há quatro anos por causa do atendimento da rede municipal daqui que é excelente. Esta cidade nos acolheu e hoje Enzo está no sexto ano da escola, é outra criança bem mais desenvolvida depois que Macaé entrou na nossa vida para sempre”, enfatizou.

A gerente da Saúde Mental, Lorrane Moreira, destacou a importância do bloco na vida dos pacientes, familiares e das pessoas em geral. “O bloco existe há uns anos e foram os próprios pacientes que escolheram o nome que tem tudo a ver com todas as pessoas. O objetivo deste momento é promover a inclusão e mostrar que os atípicos vivem bem em qualquer lugar respeitando todos e devendo ser respeitados”, destacou.

A animação do bloco reuniu pacientes do Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), ambulatório do Núcleo de Saúde Mental e também de outros órgãos convidados como Apae com os Apaexonados e ApaeFolia, Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Betinho, o Caps infantil (Capsi) e outros vinculados à Secretaria Municipal de Saúde. Também estavam presentes equipes da Vigilância Ambiental orientando quem estava no bloco ou passava pela praça sobre os cuidados que devem ter para a prevenção da dengue, zika, chikungunya e a febre oropouche.

A coordenadora da Apae Macaé, Luciana Thomaz, disse que todos os anos recebe o convite e faz questão de participar do bloco junto com os pacientes e familiares. “Este momento é para integrá-los à sociedade, para que as pessoas saibam que eles convivem com todos o tempo todo e em todos os lugares. O bloco é de inclusão, é coletivo, é amor”, concluiu.

Da folia na praça, o boi pintadinho do Caps AD participou da apresentação da Orquestra Popular Macaense da Escola Municipal de Artes Maria José Guedes (Emart) com as marchinhas de Carnaval, no hall do Teatro Municipal. Este evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e chamou a atenção de quem passava pelo local.


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