
Foto: Moisés Bruno
Programação reuniu profissionais de diferentes áreas da cultura e abordou temas como audiovisual, identidade artística, direitos autorais, captação de recursos e performance
Artistas e profissionais da cultura de Macaé tiveram, nesta quarta-feira (9), uma oportunidade gratuita de formação e troca de experiências com nomes de destaque do mercado cultural. A Prefeitura de Macaé, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, apoiou o evento "Minha Arte, Meu Negócio", realizado no teatro do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).
A programação reuniu palestras e oficinas voltadas à profissionalização de artistas independentes, com conteúdos sobre audiovisual, identidade artística, direitos autorais, captação de recursos e performance. Participaram da iniciativa Carlinhos de Jesus, Dudu Nobre, Alexandre Barillari, Flaney Gonzallez, Priscilla Crespo, Mário Frazão e Tayana dos Santos.
A Secretária Municipal de Cultura, Waleska Freire, destacou a importância de ampliar o acesso dos artistas a informações que contribuam para o desenvolvimento de suas carreiras.
"Viver de arte exige talento, mas também passa por decisões que nem sempre aparecem diante do público. Como construir uma identidade artística? De que forma o audiovisual pode impulsionar uma carreira? Como proteger uma obra, captar recursos ou se preparar para o palco? Essas questões foram abordadas", disse.
"Esse é um evento para artistas e profissionais de produção que entendem a necessidade de profissionalizar seus dons e talentos. Muitos artistas com grande potencial não conseguem se destacar por não conduzirem suas carreiras de maneira profissional, ou por não conhecerem os bastidores do showbiz. Aqui, profissionais da música, artes cênicas e captação de recursos mostram o caminho para quem quer crescer como artista", explicou Tayana dos Santos, criadora do projeto.
"Nossa missão aqui é transformar o que vocês fazem como artistas em algo rentável. E o primeiro ponto é transformar o artista em produto. Porque, pra ganhar dinheiro, o artista tem que ser produto em algum momento. É importantíssimo entender o mercado e como ele funciona. Mas também é fundamental que o artista não perca a própria essência", comentou.
"Somos artistas, portanto, sonhadores. O saber não ocupa espaço. E o tempo é um dos bens mais preciosos. Seja fiel a você mesmo, respeitando a sua natureza. Isso é individual", afirmou Barillari.
"Atualmente, a Lei de Incentivo à Cultura (LEP) está presente em seis estados. Para compreender a relevância desta lei, é necessário entender o seu funcionamento. O processo exige que um projeto de qualidade seja submetido à comissão da Secretaria de Cultura e tenha sua avaliação de mérito publicada no Diário Oficial. O proponente deve cadastrar a proposta na plataforma 'Desenvolva Cultura', cumprindo as diligências documentais e de mérito", esclareceu Danielle.
"Eu quero despertar em cada um de vocês, que são artistas, que a sua arte precisa ser preservada e vale dinheiro. Você tem talento, mas se não ganhar dinheiro com o que faz não é um pouco frustrante às vezes?", questionou.
"A arte salva, e é uma profissão. É possível se organizar para viver da arte, se orgulhar dela e segui-la", salientou.
"É de suma importância o artista entender de direitos autorais, organização burocrática e contratos. Eu mesmo assumi o protagonismo das decisões do meu negócio, junto com minha equipe, depois de perceber as profundas transformações e desafios do mercado da música", revelou Dudu.