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A atividade destacou as lutas e demandas relacionadas à invisibilidade da pessoa surda
Em alusão ao Mês da Mulher, a Coordenação-Geral de Políticas para Pessoas com Deficiência (PCD) da Prefeitura de Macaé participou, na quinta-feira (26), do Café com Libras, edição especial Mês da Mulher, uma ação do curso de extensão “Sobre Libras e Saúde da Mulher Surda” (SLESMS), da UFRJ. O encontro reuniu docentes, estudantes da área da saúde, representantes do poder público e mulheres surdas.
A atividade aconteceu no Bloco B da Cidade Universitária e contou com a participação da coordenadora Caroline Mizurine, que destacou as lutas e demandas relacionadas à invisibilidade da pessoa surda, especialmente em situações de atendimento sem acessibilidade comunicacional. Durante a roda de conversa, foram discutidos desafios enfrentados por mulheres Surdas no acesso aos serviços de saúde no município de Macaé, incluindo dificuldades de comunicação durante consultas médicas e a dependência de intérpretes de Libras ou familiares, situação que pode gerar constrangimentos e até comprometer o sigilo na relação médico-paciente.
“Pudemos assistir às palestras da médica Ana Carolina Cunha e da enfermeira e professora Carla Schubert. Reafirmamos o nosso compromisso com a causa e destacamos que esse cenário tende a mudar. Entre as ações em estudo, está a possibilidade de aquisição de uma plataforma de atendimento e intermediação em Libras, que conecta pessoas surdas a ouvintes em tempo real, por videochamada”, afirma Caroline.
“A nossa proposta é contribuir para a construção de uma atenção à saúde mais acessível. Esperamos que esse encontro inspire outras iniciativas e contribua para a transformação das práticas em saúde, tornando-as cada vez mais inclusivas”, observa.
“No dia 08, realizaremos uma roda de conversa sobre deficiência visual. Já no dia 10, em parceria com a Secretaria de Turismo, promoveremos a segunda edição especial do projeto Walking Tour. Desta vez, o passeio será na Praia de Imbetiba, escolhida por oferecer acessibilidade arquitetônica, permitindo a participação de pessoas usuárias de cadeira de rodas. Também convidaremos intérpretes de Libras para garantir acessibilidade comunicacional à comunidade surda”, destaca.