
Foto: Moisés Bruno
Evento reúne mais de 50 expositores e valoriza o talento de artesãos que transformam diferentes materiais em peças únicas, carregadas de identidade, cultura e significado.
Criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo dão o tom da 1ª Feira Sustent’Arte, que prossegue até segunda-feira (12), feriado, no Beco das Artes, em Macaé. Com abertura oficial realizada neste sábado (10), a iniciativa, promovida pelo Polo de Artesanato de Macaé, com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reúne mais de 50 expositores e atrai moradores e turistas interessados em conhecer a produção artesanal, prestigiar os talentos locais e participar de uma programação diversificada. A entrada é gratuita.
Durante o feriado prolongado, a feira proporciona ao público uma experiência que une cultura, lazer, aprendizado e valorização do trabalho manual. A programação inclui exposição e comercialização de peças artesanais, palestras, oficinas práticas, apresentações musicais e atividades voltadas às crianças. Mais do que um espaço de exposição e comercialização, a Sustent’Arte dá visibilidade às trajetórias de homens e mulheres que encontraram no artesanato uma forma de expressão, realização pessoal, geração de renda e transformação social. Por trás de cada peça, há histórias de aprendizado, dedicação, resistência e paixão pela arte. São trabalhos que carregam memórias, identidade cultural, consciência ambiental e, em muitos casos, o propósito de valorizar as raízes e promover a igualdade. Ao reunir esses talentos em uma programação aberta ao público, a feira amplia oportunidades, fortalece o empreendedorismo criativo e reconhece o artesanato como uma importante manifestação cultural.
Artesãs compartilham histórias, saberes e oportunidades
A participação de artesãos com diferentes técnicas representa mais do que a oportunidade de comercializar produtos. É também um espaço para apresentar suas histórias, trocar experiências com outros profissionais e mostrar ao público como o artesanato pode preservar saberes, estimular a autonomia financeira e promover mudanças sociais. A feira oferece aos artesãos a possibilidade de ampliar sua visibilidade, fortalecer vínculos e apresentar ao público não apenas seus produtos, mas também as experiências e os propósitos que dão vida a cada criação.
No espaço, estão artesãs que construíram trajetórias distintas, mas que têm em comum a dedicação à arte e o desejo de compartilhar seus conhecimentos. Geilce Barbosa, da marca “Bela” apresenta peças como filtros dos sonhos e bijuterias, produtos que valorizam a criatividade, o cuidado com os detalhes e a expressão individual. Para ela, participar da programação representa a oportunidade de mostrar seu trabalho. “ É muito com conquistar novos públicos e ampliar o reconhecimento da produção artesanal”, falou.Outra história que chama a atenção é a de Flaviá Picon, servidora pública que encontrou na cerâmica um novo caminho de expressão e realização pessoal. Sua aproximação com essa arte começou no final de 2023 e se transformou em uma experiência de descoberta, dedicação e aperfeiçoamento contínuo. Após se dedicar aos estudos de Filosofia, Flaviá passou a vivenciar o universo da cerâmica, participando de experiências imersivas, incluindo uma temporada de dez dias vivendo dentro de um ateliê, onde pôde aprofundar sua relação com o fazer artístico.
Hoje, ela apresenta sua produção por meio da marca SCER Macaé Arte e Cerâmica —, que traduz sua conexão com o material e com o processo de criação. Depois de participar recentemente de uma feira no Centro de Convenções de Macaé, a Sustent’Arte marca sua segunda experiência em feiras, ampliando a oportunidade de apresentar suas peças, estabelecer contatos e compartilhar com o público uma arte que passou a fazer parte de sua vida.A trajetória de Flaviá mostra que a descoberta de um talento pode acontecer em diferentes fases da vida e que a arte também pode abrir novos horizontes para quem busca experiências além da atividade profissional. Na cerâmica, ela encontrou um espaço para experimentar, criar e desenvolver uma linguagem própria, transformando o interesse inicial em um processo permanente de aprendizado.
“Tudo isso é muito significativo para mim”, comentou.
“É muito bom encontrar um evento que valoriza o artesanato e, ao mesmo tempo, oferece atividades para diferentes idades. A gente pode conhecer o trabalho dos expositores, aprender coisas novas e aproveitar a programação em família”, destaca a macaense Simone Aguiar.
“Gostei muito da variedade de produtos e da proposta de sustentabilidade. É interessante ver como os artesãos utilizam a criatividade para transformar materiais em peças tão bonitas. A feira é uma ótima opção para quem está visitando a cidade”, afirma a moradora do Rio de Janeiro Sandra Lúcia dos Santos.