
Foto: Rui Porto Filho
Usuária do programa conta como conquistou sua qualidade de vida
A mobilização da Prefeitura de Macaé para a campanha ‘Julho Verde’, alusiva ao Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, 27 de julho (Lei 14.328) tem início com a divulgação de um dos casos de sucesso da Área Técnica de Prevenção e Controle do Tabagismo. O uso de tabaco é um dos principais fatores de risco evitáveis para a doença. O Programa de Tabagismo atende em 19 unidades da Saúde Básica do município e na sede, na Casa de Convivência, localizada na rua Visconde de Quissamã, 482, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Quando a doença é identificada no início, as chances de cura chegam a 80%.
“De acordo com dados epidemiológicos, o cigarro é o principal combustível para o desenvolvimento destes tumores, estando associado a até 90% dos casos de câncer na cavidade oral e na laringe. Segundo o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca), tumores de laringe, tireoide e cavidade oral são frequentes em homens acima de 40 anos, devido a fatores de risco como tabagismo, alcoolismo e infecção por HPV. O Programa de Tabagismo abordará o tema em rodas de conversa nos grupos de usuários em tratamento e estimulará que os profissionais das Unidades Básicas de Saúde promovam atividades educativas para os usuários no território”, disse a coordenadora de Prevenção e Controle do Tabagismo, enfermeira Janaína Coutinho.
“Agora eu sou exemplo. Tenho mais fôlego do que quando eu tinha 20 anos menos. Consigo nadar e correr de uma maneira que antigamente eu não conseguia. Respiro melhor. Não sinto cheiro de cigarro nas minhas roupas e cabelos. Não me sinto jogando uma droga para dentro do meu corpo que pode me causar problemas de saúde. Não estou colaborando para isso”, revela.
“Isso vinha em letrinhas pequenas que a gente não lê. Era muito implícito. Hoje em dia, há fotos e tarjas informando que o cigarro é uma droga. Tudo muito claro e locais com proibição para fumar. Mas antes todo mundo fumava. Se o Francisco Cuoco e a Regina Duarte fumavam na novela, por que eu não poderia? As propagandas eram grande influência”, lembra.
“No programa, a gente encontra as ferramentas necessárias para poder controlar os dois vícios, o químico, mais fácil de resolver, e o psicológico. O cigarro é um hábito. Não compareço mais às reuniões, mas eu continuo no programa, porque utilizo as estratégias dele. As enfermeiras da equipe são muito bem-preparadas. O fumante é uma pessoa doente, mas às vezes nem sabe. O cigarro gera estímulos e satisfação. Eu tinha a impressão de que ficava até mais inteligente, porque é uma droga e das mais viciantes. No programa ninguém irá te julgar. Ele joga todos os tipos de boia. Basta você se agarrar. Se escorregar e soltar, agarre outra. Agarre! Não pode desistir”, ressalta.
“Engajar os profissionais de saúde no ‘Julho Verde’ significa fortalecer uma rede de proteção diária capaz de salvar vidas por meio da informação, do acolhimento e do combate incisivo ao tabaco”, reforça Janaína.