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Macaé busca fortalecimento das políticas para pessoas com TEA em visita técnica a Itaboraí

06/02/2026 13:22:00 - Jornalista: Carla Cardoso

Foto: Divulgação

A comitiva macaense foi recebida pela subsecretária de Cuidados Especiais, Berenice Piana

A busca por melhorias nas políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência é uma luta constante em Macaé. Nesta quinta-feira (06), um encontro na Secretaria Municipal de Educação de Itaboraí, com a subsecretária de Cuidados Especiais daquela cidade, Berenice Piana - coautora da Lei Federal 12.764/2012, que estabelece a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA – deu mais um passo rumo a novas conquistas para o nosso município.

Participaram da reunião, o secretário Municipal de Educação, Matias Mendes, a secretária de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Acessibilidade e Economia Solidária, Nayara Ribas de Oliveira, a coordenadora geral de Políticas para PCD, Caroline Mizurine e a coordenadora da Clínica do Autista de Macaé, Lúcia Anglada. Na ocasião, foram esclarecidas questões importantes quanto à operacionalização dos atendimentos intersetoriais oferecidos às pessoas com TEA .

Também foi entregue ao grupo macaense, o projeto da Clínica-Escola do Autista, que contém as diretrizes que estabelecem o atendimento aos autistas de Itaboraí. Esta é a primeira Clínica-Escola do Autista estabelecida no Brasil, e se tornou referência nacional quando o assunto é atendimento a esse público. A unidade conta com profissionais de saúde, educação e assistência social e acolhe a todas as idades.


“É sabido que o número de alunos com TEA na rede municipal de ensino é expressivo, sendo que muitos desses precisam de intervenções individualizadas e especializadas, capazes de contribuir para a sua evolução pedagógica e social. O que torna aquela proposta especial é a adaptação do ambiente às necessidades dos alunos, ambiente este humanizado, acolhedor e com poucos estímulos sensoriais”, explica Mizurine.



Lucia Anglada observa que Macaé está no caminho certo e, com os ajustes necessários, é possível seguir firme no propósito firmado: cuidar do autista e da família atípica.


“Após seis anos depois, retornamos ao local que nos inspirou a continuar pela luta por uma vida melhor e mais digna para nossas famílias de autistas, a Primeira Clínica Escola do Autista do Brasil. E ser recebida por Berenice Piana, uma mãe atípica como nós, mas que foi a que abriu os caminhos para os direitos dos autistas, foi emocionante. Ouvir sua experiências, dicas e respostas claras e firmes que é possível sim cuidar do nossos filhos, num lugar seguro, acolhedor e preparado foi de extrema importância”, acrescenta Lucia.



A vereadora Mayara Rezende, presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara dos Vereadores, também compareceu ao encontro.


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