
Foto: Bruno Campos
Audiência pública discutiu gerenciamento costeiro, Defesa Civil, eventos climáticos e recursos hídricos como diretrizes para o município até 2036
Gerenciamento Costeiro, Defesa Civil, clima e riscos e recursos hídricos foram os principais temas discutidos nesta terça-feira (8), durante a audiência pública da Revisão do Plano Diretor 2026-2036 de Macaé. Realizado na Câmara Municipal, o encontro reuniu representantes do poder público e da sociedade civil para debater propostas e diretrizes relacionadas à proteção ambiental, à prevenção de riscos e ao planejamento do município para a próxima década.
A audiência contou com a participação do gerente do Escritório de Gestão, Indicadores e Metas (EGIM), Rômulo Campos; do secretário Executivo de Defesa Civil, Joseferson de Jesus Florêncio; do secretário Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, Marcello Cardoso; e do vereador Ricardo Salgado, que presidiu o encontro e é integrante da Frente Parlamentar para Acompanhar Ações de Despoluição da Lagoa de Imboassica.
Também participaram a representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, Edelzita Lisboa; a chefe de gabinete de Desenvolvimento Econômico, Mariana Previtali; e o coordenador da Revisão do Plano Diretor, Marcelo Borsato.
Representando o Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Macaé e das Ostras (CBH Macaé Ostras), participaram Maria Inês e Thiers. Pela Secretaria Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, estiveram presentes Alessandra Veloso e Elisangela Sossai, técnicas da pasta. Também participou Dayane Sampaio, técnica da Secretaria Municipal de Turismo.
De acordo com Romulo Campos, o novo Plano Diretor busca enfrentar os desafios ambientais do município por meio da integração entre poder público, sociedade e instituições de pesquisa.
“Os principais desafios ambientais de Macaé serão enfrentados com diálogo e parcerias, especialmente com as universidades”, afirmou.
“Na área de Gerenciamento Costeiro, Macaé deverá se tornar um dos poucos municípios do Estado do Rio a ter o seu Plano Municipal de Gerenciamento Costeiro estruturado, uma ação extremamente relevante para ordenar e disciplinar a ocupação da orla macaense”, explicou.
“Os eventos climáticos severos e as ameaças ambientais ganharam um capítulo totalmente dedicado a essas questões, que não constavam no Plano Diretor de 2006 nem na revisão de 2016”, disse.
“Por se tratar de uma área sensível que afeta diretamente a vida de todos os macaenses, os recursos hídricos também tiveram tratamento diferenciado. Buscamos o apoio e a competência do pessoal do Comitê de Bacias Macaé-Ostras, que nos ajudou a reformar e construir uma seção totalmente dedicada aos recursos hídricos municipais, protegendo nossas nascentes e rios”, destacou Romulo.
“A cidade vive uma retomada do desenvolvimento econômico, acompanhada por um crescimento urbano acelerado. Ao mesmo tempo, enfrentamos uma transformação tecnológica sem precedentes e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Por isso, é fundamental planejar a expansão urbana e a ampliação dos serviços públicos de forma técnica, equilibrada e sustentável, citou.
“Em conjunto com o Macaé +20, outra importante ferramenta de planejamento de longo prazo, o Plano Diretor ajudará a preparar a cidade para os novos desafios e oportunidades, promovendo um crescimento ordenado, sustentável e alinhado às necessidades dos macaenses”, avaliou.