
Foto: Ana Chafin
O encontro foi promovido nesta quarta-feira (13) no Paço Municipal
A Prefeitura de Macaé realizou, nesta quarta-feira (13), mais uma edição das Câmaras Temáticas que integram o processo participativo de revisão do Plano Diretor Municipal 2026-2036. O encontro, promovido no auditório do Paço Municipal, debateu o eixo Ambiente, Clima e Riscos, e reuniu representantes do poder público, técnicos, especialistas e sociedade civil para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Instituídas por meio do Decreto nº 052/2026, as Câmaras Temáticas seguem até o dia 3 de junho com a missão de aprofundar debates, levantar diagnósticos e construir propostas que irão subsidiar a atualização da Lei Complementar nº 279/2018, responsável por estabelecer as diretrizes do Plano Diretor de Macaé.
A iniciativa faz parte do processo conduzido pela Coordenação da Revisão do Plano Diretor, vinculada ao Escritório de Gestão, Indicadores e Metas (Egim), da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, com apoio do Conselho da Cidade. O objetivo é promover debates técnicos e participativos, reunindo estudos, levantamentos e contribuições que irão orientar o crescimento e o desenvolvimento de Macaé na próxima década.
Durante a Câmara Temática, a fiscal da Secretaria Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, Thays Cury, destacou a importância da inclusão dos temas relacionados às mudanças climáticas e à gestão de riscos no novo Plano Diretor.
“A questão climática está muito forte no planeta e estamos vendo a necessidade de incluir temas que não estavam contemplados na última revisão, como clima, riscos e desastres. Isso é fundamental tanto para a política ambiental quanto para a atuação da Defesa Civil”, ressaltou.
“Essas novas diretrizes precisarão ser construídas a partir da realidade que estamos vivendo, em conjunto com a sociedade e diversos setores da Prefeitura. Hoje é um momento importante para discutir o futuro da política ambiental de Macaé e pensar estratégias de curto, médio e longo prazo para a cidade”, afirmou.
“A revisão do Plano Diretor é um processo participativo. Não faz sentido revisar a segunda lei mais importante do município sem ouvir a população. É o morador que conhece os problemas do seu bairro, da sua rua, e essa participação tem sido decisiva para garantir uma revisão de qualidade, alinhada aos desejos da sociedade”, frisou.
“A elaboração do Plano Diretor precisa contar com a participação da população para garantir a função social e construir diretrizes que reflitam os anseios da sociedade macaense. Temos observado um grande engajamento tanto da parte técnica da Prefeitura quanto da população nos fóruns comunitários, no lançamento do Plano Diretor e agora também nas Câmaras Temáticas”, afirmou.