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Programa Capacidades inicia em Macaé pela primeira vez no interior

02/06/2026 17:46:00 - Jornalista: Liliane Barboza

Foto: Moisés Bruno

A iniciativa inédita aconteceu nesta terça (2), IFF

O Programa Capacidades, uma iniciativa inédita do Governo do Estado do Rio de Janeiro, foi realizado pela primeira vez no interior. Macaé foi selecionada e a capacitação aconteceu nesta terça-feira (2), no Instituto Federal Fluminense (IFF)/Campus Macaé. O objetivo do projeto é proporcionar qualificação técnica de profissionais que atuam diretamente com pessoas com deficiência, abordando o esporte adaptado como ferramenta de inclusão.

O treinamento teve uma carga horária de oito horas e contou com fundamentação teórica e práticas, proporcionando uma vivência completa aos participantes.

Segundo a coordenadora geral de Políticas para PCD de Macaé, Caroline Mizurine, destaca a importância da capacitação.

“A capacitação sobre o viés do paradesporto é inédita e é muito importante porque possibilita à pessoa com deficiência, alternativas da pessoa continuar seguindo a sua vida com dignidade, com autonomia e combatendo o capacitismo, que é o preconceito contra a pessoa com deficiência. Às vezes, as pessoas sem deficiência se deparam com pessoas com deficiência e acham que, devido às suas limitações, elas não têm mais condições de serem autônomas, de conseguirem avançar nos segmentos da vida, no trabalho, na escola. Então, o esporte acaba sendo uma excelente ferramenta de inclusão e promoção social”, ressaltou.

Ela informou ainda que o Programa Capacidades está sendo lançado no estado, e Macaé foi o município contemplado para o lançamento. “Antes mesmo da capital, nós estamos recebendo essa capacitação, ela é inédita em todo o estado, e isso nos traz um ineditismo e um protagonismo diante dessas políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência no olhar do esporte adaptado e do parado de esporte”, destacou.

O representante do secretário de Esportes, Vicente Passos, que trabalha há 20 anos como profissional de Educação Física, é muito importante ter acesso a essas informações.

“A capacitação do profissional que trabalha diretamente com o desporto, é muito importante. E ter essa capacitação em Macaé demonstra a necessidade desses profissionais de se capacitar para que a nossa cidade se desenvolva ainda mais e seja uma cidade ainda mais inclusiva. Foi um dia repleto de muitas informações e de muitas trocas. E eu, como Profissional de Educação Física, entendo que não só o esporte, mas também o para desporto é uma forma de inclusão e desenvolvimento. Do ser humano como um todo”, contou.

O superintendente Paradesporto e Projetos de inclusão da Secretaria de Estado da Mulher e Políticas para Inclusão, Marcos Santos (Marcão), explica que Macaé foi escolhida após uma reunião.

“Macaé foi escolhida através de um contato feito pelo Comitê de Gestores de Política Públicas do Governo do Estado de Janeiro. A gente se conheceu e Macaé solicitou uma visita técnica da Superintendência para conhecer o ginásio e contamos com o apoio do secretário de Esporte, César Maillet e da Caroline, que nos recebeu super bem. A gente escolheu Macaé para iniciar esse projeto, e até o final do ano todos os municípios do Estado serão contemplados. Nessa primeira fase nós já temos agendados 20 municípios”, informou.

A diretora do Instituto Federal Fluminense (IFF), Áurea Sugadi, conta que na unidade existem muitos alunos PCDs.

“A gente entende a necessidade de ter profissionais capacitados, então para nós é muito importante estar recebendo esse evento aqui no nosso campus, mas a gente tem visto o crescimento não só do número de alunos aqui no campus, mas na cidade como um todo. Então esse tipo de iniciativa é excelente e muito necessária para a gente melhorar nossas práticas esportivas com os nossos alunos”, pontuou.

Para a personal trainer, Danielle Vilella, que veio de Campos dos Goytacazes, foi uma boa oportunidade para ter mais conhecimento sobre o assunto.

“Eu acredito muito que a capacitação nos ajuda a lidar com público PCD, porque sem o treinamento, a gente não consegue lidar da melhor forma e planejar uma forma mais adequada para poder estar lidando com esse público PCD, que precisa tanto de nós, porque tem poucas pessoas capacitadas. Na parte teórica, eu gostei muito do assunto sobre deficiente auditivo que eu não sabia, da parte neurológica”, comentou.


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