
Foto: Moisés Bruno
Encontro contou com apresentação do cenário epidemiológico de Macaé e discutiu ações preventivas e de combate
A Secretaria de Saúde reuniu, nesta quinta-feira (1º), representantes de diferentes setores que integram o Comitê Técnico de Cuidado, Combate e Controle do Aedes aegypti para avaliar o cenário epidemiológico das arboviroses em Macaé e antecipar o planejamento das ações. O encontro aconteceu no auditório do Centro Integrado de Administração da Saúde (Cias) e teve como foco a previsão de aumento de número de casos em 2027.
A coordenadora do Programa de Vigilância Epidemiológica, Liciane Furtado, destacou a necessidade de preparação antecipada diante das projeções apresentadas pela Secretaria de Estado de Saúde para o próximo ano. Segundo ela, o município acompanha os alertas relacionados à possibilidade de um cenário epidêmico para o próximo ano.
“A previsão que recebemos exige atenção para 2027. Por isso, estamos reunindo setores estratégicos, como Vigilância Ambiental em Saúde, farmácia, laboratório, imunização e Serviços Públicos, para que possamos nos organizar com antecedência em relação às ações de combate à dengue”, afirmou Liciane.
A coordenadora lembrou ainda o cenário enfrentado em 2024, quando Macaé registrou uma epidemia de dengue com mais de cinco mil casos positivos, além de notificações em número ainda superior. Para Liciane, o intervalo cada vez menor entre períodos de maior transmissão reforça a necessidade de manter as ações de vigilância e prevenção mesmo nos momentos de queda dos registros.
Durante a reunião, Franci Barros, da Divisão de Informação e Análise de Dados da Vigilância Epidemiológica, apresentou o panorama das arboviroses no município. Os levantamentos traçaram o perfil dos registros por faixa etária, raça/cor, unidades notificadoras e bairros de residência. Os registros servem de base para o direcionamento das ações de vigilância e prevenção.
“Passamos praticamente o ano sem ouvir falar tanto de dengue, mas precisamos perguntar: será que estamos preparados para a chegada do verão? Depois de uma epidemia, é positivo termos uma redução dos casos, mas isso também pode fazer com que as pessoas relaxem nos cuidados”, alertou Franci.
Além da dengue, o encontro abordou o cenário de outras arboviroses e doenças transmitidas por vetores, como Chikungunya, Febre Amarela, Febre do Oropouche e Febre do Nilo, esta última sem notificação registrada no Estado do Rio de Janeiro, até o momento.
O planejamento prevê a manutenção das reuniões quinzenais a fim de que as estratégias possam ser organizadas e avaliadas periodicamente.