
Foto: Maurício Porão
Solar dos Mellos reafirmou sua vocação como espaço de valorização da literatura, do conhecimento e da memória ao sediar o lançamento da obra “Quem Educa Quem”
A Secretaria Municipal de Cultura promoveu, na noite desta quinta-feira (11), no Solar dos Mellos, o lançamento do livro “Quem Educa Quem?”, de autoria do pedagogo Francisco Carlos Gomes. A obra propõe uma reflexão sobre a formação de pedagogos e professores, destacando a importância de uma preparação mais significativa para o exercício da docência e para a construção de uma relação mais comprometida entre educadores, estudantes e famílias.
Para a secretária municipal de Cultura, Waleska Freire, receber o lançamento da obra no Solar dos Mellos reforça a missão do espaço como um importante centro de preservação da memória, da produção intelectual e do diálogo com a sociedade.
“O Solar dos Mellos é um patrimônio histórico e cultural de Macaé que vai muito além da preservação da nossa história. É um espaço vivo, que acolhe a literatura, o conhecimento e a reflexão. Receber o lançamento de uma obra que debate a educação e a formação de professores fortalece o papel da cultura como instrumento de transformação social e de construção da cidadania”, destacou.
“O título é uma grande questão que deveria estar presente no cotidiano de todos os educadores e professores. Ele sugere a necessidade de um grande compromisso com a função de educar, conduzir e transmitir o saber teórico e prático”, afirmou.
“É preciso investigar as diferentes práticas educacionais, seja na gestão, na orientação ou na docência. Entre os desafios estão a falta de diálogo positivo com pais e responsáveis, a indisciplina dos estudantes, a ausência de respeito entre profissionais e o desestímulo dos professores diante da falta de valorização da carreira”, observou.
“Paulo Freire contribui com o próprio conceito de ser docente e educador comprometido com a verdadeira aprendizagem, entendendo a realidade como uma questão social, ontológica e epistemológica. Muitas das competências presentes hoje na legislação e nos parâmetros curriculares dialogam com esse pensamento”, expressou.
“Considero fundamental entender a necessidade de ser e tornar-se sempre mais humano, ser comunicativo e parceiro, respeitando os saberes dos educandos. É preciso aprender a aprender, ler as diferentes realidades e atuar a partir das demandas apresentadas. Aprender a ouvir e a falar é essencial”, enalteceu.
“Os sistemas educacionais precisam buscar formas de serem respeitados em todos os níveis. Ainda existe muito oportunismo, falta de respeito e de valorização dos profissionais da educação. Também é necessário construir verdadeiros espaços para planejamento, elaboração de práticas, avaliação do ensino, gestão e desenvolvimento de políticas de aprendizagem”, concluiu.
“O livro fala sobre educação e a maioria das pessoas aqui são alunos ou profissionais que têm uma trajetória ligada ao ensino. Hoje, a transformação social só se dá por meio da educação”, afirmou.
“É uma vida dedicada à educação e que ainda quer ensinar mais por meio da sua obra”, apontou.